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GTA VI? A real revolução dos videogames pode estar há 14 anos na nossa frente

GTA VI promete revolucionar os mundos abertos, mas Star Citizen quer ir além das estrelas e do universo conhecido!

Francisco BarrosFrancisco BarrosPublicado em 25 de setembro de 2026Atualizado em 25 de setembro de 2026

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GTA VI? A real revolução dos videogames pode estar há 14 anos na nossa frente

Quando pensamos no próximo grande salto dos videogames, um nome aparece quase automaticamente: GTA VI. GTA VI é tratado como o jogo que vai revolucionar a indústria. E existem bons motivos para isso. A Rockstar construiu sua reputação elevando o nível dos mundos abertos e tudo indica que seu próximo jogo será gigantesco. Mas será mesmo GTA VI a grande revolução? Porque existe outro candidato. Um jogo anunciado em 2012, financiado pelos próprios jogadores, envolvido em incontáveis adiamentos e que ainda nem chegou à sua versão final: Star Citizen. Pode parecer loucura colocar os dois na mesma conversa, mas, se a Cloud Imperium Games realmente conseguir entregar aquilo que promete, talvez estejamos olhando para um projeto ainda mais revolucionário.

Star Citizen não quer criar um mundo. Quer criar um universo!

Star Citizen começou como um projeto relativamente modesto no Kickstarter, arrecadando mais de US$ 2 milhões em 2012. A partir daí, a ambição simplesmente explodiu. Mais de uma década depois, o projeto já movimentou centenas de milhões de dólares e continua em desenvolvimento. Em 2025, seu financiamento acumulado já havia ultrapassado US$ 800 milhões, transformando Star Citizen em um dos projetos mais ambiciosos (e controversos) da história dos videogames.

Só que existe uma razão para tanta gente continuar acompanhando e jogando. Mesmo incompleto, existem momentos em que Star Citizen parece um videogame vindo do futuro. Você pode acordar em uma cidade, caminhar até um espaçoporto, entrar fisicamente em sua nave, levantar voo, abandonar a atmosfera, atravessar o espaço e pousar em outro planeta. Essa continuidade é parte fundamental da experiência. A intenção não é simplesmente oferecer um mapa gigantesco, mas fazer o jogador acreditar que está realmente dentro daquele universo.

Star Citizen

É justamente aqui que Star Citizen pode ter algo diferente de GTA VI. A Rockstar está construindo um mundo extremamente detalhado; a Cloud Imperium Games está tentando fazer você viver dentro de outro universo. As naves possuem interiores exploráveis e existem sistemas ligados a medicina, comércio, mineração, transporte, exploração e combate espacial e terrestre. Você não simplesmente escolhe ser um minerador em um menu: pega sua nave e vai minerar. Não seleciona um planeta e aparece magicamente nele: precisa viajar até lá.

A escala também continua aumentando. A chegada de Pyro abriu um segundo sistema estelar para exploração, enquanto tecnologias como o Server Meshing são fundamentais para a promessa de conectar mais jogadores, locais e entidades dentro de um universo persistente. Pode não ser tão chamativo quanto uma nave gigantesca em um trailer, mas é justamente esse tipo de tecnologia que determinará se a visão de Star Citizen algum dia será realmente possível.

O problema? Star Citizen precisa ficar pronto

Existe, claro, um enorme elefante espacial dentro da sala: Star Citizen foi anunciado em 2012 e, em 2026, continua em Alpha. Durante esse período, vimos adiamentos, mudanças de escopo, bugs, problemas de desempenho e promessas que demoraram anos para começar a tomar forma. Por isso, o ceticismo em torno do projeto é completamente compreensível. Não basta prometer uma revolução durante 14 anos. Em algum momento, é preciso entregá-la.

E talvez Squadron 42 seja finalmente essa prova de fogo. A campanha single-player ambientada no universo de Star Citizen utiliza muitas das tecnologias desenvolvidas pela Cloud Imperium Games e ainda conta com um elenco impressionante, incluindo Gary Oldman, Mark Hamill, Henry Cavill, Gillian Anderson, Mark Strong, Andy Serkis, Ben Mendelsohn e Liam Cunningham. Depois de anos de desenvolvimento, a CIG anunciou em 2023 que o projeto estava feature complete, entrando em uma longa fase de polimento.

Squadron 42 contra o furacão GTA VI

Squadron 42 está atualmente previsto para o segundo trimestre de 2027. Curiosamente, GTA VI também entra diretamente nessa história. Chris Roberts revelou que a intenção anterior era lançar o jogo no final de 2026, mas a Cloud Imperium Games decidiu evitar a gigantesca onda de atenção que acompanhará o título da Rockstar. Depois de tantos anos de desenvolvimento, Roberts não quer colocar Squadron 42 no meio desse furacão midiático.

Squadron 42 Star Citizen

E talvez essa situação seja perfeita para ilustrar a diferença entre os dois projetos. GTA VI quer elevar aquilo que já conhecemos sobre mundos abertos a um novo patamar. Uma cidade extremamente detalhada, NPCs mais convincentes, física avançada, inúmeras atividades e aquela obsessão pelos pequenos detalhes que virou marca registrada da Rockstar. Star Citizen, por outro lado, tenta algo diferente: criar um universo persistente onde jogadores possam explorar sistemas solares, trabalhar, transportar cargas, minerar, combater, pilotar naves gigantescas, caminhar pelos seus interiores e descer até a superfície de planetas sem quebrar constantemente a sensação de estar naquele mundo.

Star Citizen

E se Star Citizen realmente conseguir?

Essa é a pergunta que torna o projeto tão fascinante. Se tudo funcionar como planejado, Star Citizen não será simplesmente “um jogo espacial enorme”. Ele pode mudar nossa percepção sobre imersão, escala e liberdade dentro dos videogames. Só que existe uma enorme diferença entre potencial e realidade. Depois de 14 anos, centenas de milhões de dólares e incontáveis promessas, a Cloud Imperium Games precisa mostrar que consegue transformar sua ambição em um produto realmente finalizado. Squadron 42 será o primeiro grande teste.

Star Citizen

GTA VI pode muito bem estabelecer um novo padrão para os mundos abertos, mas Star Citizen está apostando em algo ainda mais arriscado: tentar estabelecer um novo padrão para mundos virtuais. Se Chris Roberts realmente conseguir entregar a visão que começou a apresentar em 2012, talvez daqui a alguns anos a gente perceba que estava tão ocupado olhando para Vice City que não viu a verdadeira revolução acontecendo.

Porque ela não estava nas ruas. Estava entre as estrelas.


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Francisco Barros

Role Guru do Marketing

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Francisco é o nosso ninja do marketing! Ele traz consigo uma vasta experiência na área, tendo até já fundado um festival de rock no Norte de Portugal, imagina só! Francisco é responsável pelos nossos canais de mídia no Instagram, X (anteriormente Twitter), Facebook e respectivas campanhas.

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