
PlayStation removerá 551 filmes comprados pelos usuários da plataforma
Então, mas... o produto é de quem compra ou não?

A Sony anunciou que irá remover 551 filmes e séries das bibliotecas digitais de usuários da PlayStation Store, reacendendo o debate sobre a verdadeira propriedade dos conteúdos digitais.
Entre os títulos afetados estão filmes conhecidos como Rambo: First Blood, Bridget Jones's Diary e The Deer Hunter, além de produções como Terminator 2: Judgment Day, Total Recall e Confessions of a Dangerous Mind.
A empresa começou a enviar notificações aos usuários que compraram filmes distribuídos pela StudioCanal informando que os conteúdos deixarão de estar disponíveis a partir de 1º de setembro. Segundo a mensagem enviada pela Sony, os filmes serão removidos devido a alterações nos "acordos de licenciamento de conteúdo".
"Você não poderá mais acessar seu conteúdo comprado anteriormente da StudioCanal, e ele será removido da sua biblioteca de vídeos", informou a empresa aos clientes. Até o momento, a Sony não confirmou qualquer tipo de reembolso ou compensação para os usuários afetados.

A situação ganhou destaque após um usuário no X compartilhar a mensagem recebida da PlayStation. O aviso também foi publicado no site oficial da empresa, acompanhado de uma lista completa com os 551 filmes e séries que serão retirados das contas.
Entre os filmes que desaparecerão estão obras populares como From Dusk Till Dawn e Cliffhanger, títulos que muitos consumidores acreditavam ter comprado para manter permanentemente em suas coleções digitais.
Ainda que a Studio Canal não atue no Brasil, esse é mais um caso que volta a levantar uma discussão antiga na indústria: quando um usuário compra um filme, jogo ou outro conteúdo digital, ele realmente é o dono daquele produto? O problema da "compra" digital.
Na prática, a maioria das plataformas digitais funciona através de licenças de uso. Isso significa que, mesmo após o pagamento, o consumidor pode perder o acesso caso contratos sejam encerrados ou uma empresa decida retirar determinado conteúdo da loja.
A situação também reforça preocupações recentes dos jogadores sobre lançamentos físicos que dependem de servidores ou downloads obrigatórios, como acontece com alguns jogos modernos. Muitos consumidores defendem que possuir uma mídia física continua sendo a única forma de garantir acesso ao conteúdo a longo prazo.
Embora as lojas digitais tragam praticidade e facilidade de acesso, casos como este mostram que nenhum produto comprado digitalmente está totalmente protegido contra remoções futuras.
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