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Epic demite 1 mil funcionários

Demissões são consequência da queda no engajamento de Fortnite.

Henrique Inácio WeizenmannHenrique Inácio WeizenmannPublicado em 24 de março de 2026Atualizado em 24 de março de 2026

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Epic demite 1 mil funcionários

A Epic Games anunciou novas demissões que afetam mais de 1.000 funcionários. Trata-se de uma das maiores já realizada pela dona da Unreal Engine e de Fortnite. Conforme o CEO Tim Sweeney, a decisão foi tomada em razão da queda no engajamento de Fortnite.

Segundo Sweeney, o problema começou em 2025, quando o nível de engajamento de Fortnite passou a cair. O resultado foi um buraco entre o quanto a empresa gasta e o quanto arrecada. Mesmo ainda sendo um dos maiores jogos como serviço do mundo, Fortnite não tem conseguido manter o mesmo ritmo de sucesso entre temporadas. Em poucas palavras, o executivo afirmou “estamos gastando muito mais do que ganhamos”.

Para piorar a situação, a Epic ainda não conseguiu tornar a Epic Store competitiva com a Steam e tem gastos significativos com os jogos gratuitos que disponibiliza a cada semana.

Conforme a Epic, as demissões fazem parte de um plano maior de corte de custos, que também inclui mais de US$ 500 milhões economizados em contratos, marketing e vagas que sequer foram preenchidas. A ideia é colocar a empresa em uma posição mais estável diante de condições "extremas” de mercado.

Sweeney destacou, ainda, que a indústria como um todo está passando por dificuldades, com crescimento mais lento, queda no consumo e vendas de consoles abaixo da geração passada. Por um lado, os jogos estão competindo com outras formas de entretenimento, por outro, muitas empresas entregaram péssimos produtos nos últimos anos e a corrida pela IA afastou investimentos.

Porém, para o CEO, a situação atual é parte de um padrão recorrente na história da Epic. Desde a transição para jogos 3D com Unreal, passando pelo sucesso nos consoles com Gears of War, até a era dos serviços online com Fortnite, a empresa já passou por várias reinvenções. “Em cada uma dessas fases, reconstruímos nossas bases e voltamos a liderar”, afirmou.

A empresa está no começo do processo de otimizar Fortnite para mobile, algo essencial para alcançar bilhões de usuários. Ao mesmo tempo, ela segue investindo pesado no seu ecossistema, incluindo a Unreal Engine e o Unreal Editor para Fortnite (UEFN). Com o detalhe que, recentemente, a Unreal tem sido alvo de críticas por problemas de desempenho em jogos feitos com ela.

O objetivo, agora, é reforçar Fortnite com temporadas mais interessantes, trazendo novidades em gameplay, narrativa e eventos ao vivo. Ao mesmo tempo, a empresa está acelerando o desenvolvimento de suas próximas tecnologias, fazendo a transição da Unreal Engine 5 e do UEFN para a futura Unreal Engine 6. O objetivo é oferecer ferramentas mais robustas e estáveis para desenvolvedores.

Por fim, o CEO mencionou “grandes planos de lançamento” ainda para este ano. Resta saber qual a surpresa que aguarda os jogadores.

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Henrique Inácio Weizenmann

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Contribuindo desde 2025

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Jornalista, mestre em comunicação. Entusiasta de jogos a ponto de fazer a dissertação de mestrado sobre o assunto.

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