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Resident Evil estreia com 96% de aprovação dos críticos

Novo filme baseado na icônica franquia de jogos é um sucesso de crítica e de público

Matheus AlmeidaMatheus AlmeidaPublicado em 18 de setembro de 2026Atualizado em 18 de setembro de 2026

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O novo filme de Resident Evil está chegando aos cinemas cercado por uma recepção crítica muito mais positiva do que aquela tradicionalmente associada às adaptações da franquia. Dirigido e coescrito por Zach Cregger, responsável por Barbarian e Weapons, o longa alcançou 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 129 críticas contabilizadas até o momento da consulta. Entre as avaliações verificadas do público, a produção aparece com 92% no Popcornmeter, com mais de 100 avaliações registradas.

O número chama atenção não apenas por estar próximo da aprovação máxima, mas principalmente pelo histórico cinematográfico da série. Durante muitos anos, os filmes de Resident Evil foram recebidos de maneira bastante irregular pela crítica especializada. A produção de 2002 dirigida por Paul W. S. Anderson, por exemplo, possui atualmente 36% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, enquanto Resident Evil: Retribution, de 2012, ficou em 28%. Já Resident Evil: Welcome to Raccoon City, tentativa de reiniciar a franquia em 2021, alcançou apenas 30% entre os críticos, apesar de apresentar uma abordagem mais próxima de elementos conhecidos dos jogos o filme foi muito críticado pela baixa qualidade e pela descaracterização dos personagens.

Nesse cenário, os atuais 96% representam uma mudança bastante significativa na recepção crítica. O próprio Rotten Tomatoes vem destacando o novo filme como a adaptação live-action mais bem avaliada da franquia até agora, além de reunir avaliações que colocam a produção entre as adaptações de jogos mais elogiadas dos últimos anos.

Uma das principais razões apontadas nas primeiras críticas é a maneira como Zach Cregger decidiu abordar o universo de Resident Evil. Em vez de simplesmente adaptar um dos jogos existentes ou tentar reproduzir diretamente a história de personagens conhecidos, o diretor optou por contar uma narrativa inédita dentro do universo da franquia.

A produção acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador de medicamentos que acaba envolvido em uma situação de sobrevivência durante a fatídica noite do incidente de Raccoon City. O protagonista não é apresentado como um soldado treinado ou como um dos heróis tradicionais da série. Ele é um personagem comum colocado em uma situação completamente fora de seu controle, o que permite que o público acompanhe os acontecimentos a partir de uma perspectiva mais vulnerável. A própria sinopse oficial descreve Bryan como um entregador que acaba entrando involuntariamente em uma corrida pela sobrevivência.

Essa escolha aparece com frequência nas avaliações positivas. Parte dos críticos considera que o filme consegue reproduzir melhor a sensação de estar jogando um título de Resident Evil justamente porque coloca o espectador na posição de alguém que precisa descobrir o que está acontecendo e sobreviver aos perigos à medida que eles aparecem. Em algumas análises, a estrutura do longa é comparada à progressão de um videogame, com diferentes ambientes, criaturas e obstáculos funcionando como etapas de uma experiência de horror.

Outro aspecto bastante comentado é a mistura entre horror, ação e humor. O novo Resident Evil não tenta se manter como um filme de terror extremamente sério durante seus aproximadamente 90 minutos. A produção utiliza momentos de humor para aliviar a tensão, mas também aposta em violência gráfica, criaturas grotescas, sustos e cenas de perseguição. O resultado é uma experiência que procura reproduzir justamente a mistura de gêneros que marcou diferentes fases da franquia nos videogames.

As críticas positivas destacam que o humor funciona em boa parte do longa sem necessariamente destruir a atmosfera de horror. Alguns veículos, porém, fizeram justamente a observação contrária: determinadas piadas interrompem a tensão e fazem algumas sequências perderem impacto.

Esse é um dos pontos importantes para entender o que significa uma aprovação de 96%. O número do Rotten Tomatoes indica que uma porcentagem muito alta das críticas classificou o filme de maneira positiva, mas não significa que 96% dos críticos deram uma nota equivalente a 9,6/10. O Tomatometer mede a proporção de avaliações consideradas positivas, e diferentes críticos podem chegar a essa classificação por motivos distintos.

Isso fica evidente nas próprias avaliações reunidas pelo site. Embora exista uma forte predominância de elogios, algumas críticas apontam problemas no ritmo durante determinados momentos, no excesso de humor e principalmente na conclusão da história.

Entre os elementos mais elogiados está a atuação de Austin Abrams, responsável por interpretar Bryan. O personagem passa grande parte do filme tentando simplesmente sobreviver, e essa vulnerabilidade se torna uma das ferramentas utilizadas pelo diretor para criar tensão.

As críticas destacam a capacidade de Abrams de alternar entre medo, desespero, humor e momentos mais emocionais sem transformar o protagonista em uma caricatura. Algumas avaliações chegam a descrevê-lo como o principal responsável por sustentar o longa, já que grande parte da história depende de acompanhar sua reação diante de situações cada vez mais absurdas e perigosas.

A escolha também combina com a proposta geral do filme. Em vez de colocar o público ao lado de personagens que já conhecem armas, monstros e conspirações, Bryan funciona como alguém que está descobrindo tudo praticamente ao mesmo tempo que o espectador.

Os monstros são outro elemento que aparece com destaque nas análises. O filme utiliza uma combinação de efeitos práticos e efeitos digitais para criar criaturas de diferentes tamanhos e características.

O trabalho de maquiagem, efeitos e design recebeu elogios especialmente pela variedade dos monstros e pela tentativa de trazer uma aparência mais física e tangível para essas ameaças. Críticos também destacaram o uso de criaturas grandes e efeitos práticos durante a produção, incluindo estruturas e marionetes construídas em escala considerável.

Essa abordagem é importante para uma franquia como Resident Evil, na qual o design das criaturas sempre foi uma parte fundamental da identidade visual. Mesmo quando o filme toma liberdades em relação aos jogos, a intenção parece ser preservar a sensação de estranheza, violência corporal e transformação grotesca associada ao universo da Capcom.

Um dos aspectos mais curiosos da produção é justamente sua relação com o material original. Embora o filme esteja inserido no universo de Resident Evil, ele não adapta diretamente um jogo específico nem depende dos protagonistas mais conhecidos da franquia.

Isso significa que personagens como Leon S. Kennedy, Chris Redfield, Jill Valentine e Claire Redfield não são o centro da nova história. O filme prefere apresentar Bryan e construir uma narrativa própria ao redor do cenário de Raccoon City.

Essa decisão pode parecer arriscada para uma produção baseada em videogame, mas os críticos que aprovaram o longa consideram que essa liberdade ajudou Cregger a encontrar uma identidade própria. Em vez de transformar o filme em uma sequência de referências aos jogos, a abordagem procura reproduzir elementos mais fundamentais da experiência, como exploração, vulnerabilidade, descoberta, tensão e encontros com criaturas.

Por outro lado, existe também uma parcela das críticas que considera essa distância em relação à mitologia tradicional um problema. Algumas análises observam que fãs que esperam uma adaptação mais fiel podem sentir falta de personagens conhecidos e de elementos específicos da história dos jogos.

Com apenas 1h30 de duração, o filme também aposta em uma experiência bastante direta. Críticos elogiaram o ritmo acelerado e a quantidade de acontecimentos concentrados em pouco tempo.

Algumas avaliações, porém, apontam que a velocidade do filme pode cobrar um preço no desenvolvimento de determinados personagens e na resolução da história. A conclusão também aparece entre as principais ressalvas feitas por críticos que, apesar de aprovarem o longa como um todo, consideraram o final menos satisfatório do que o restante da experiência.

Ainda assim, é importante lembrar que o número de avaliações do público é muito menor que a quantidade de espectadores que o filme deverá alcançar durante sua passagem pelos cinemas. Portanto, a nota de 92% ainda pode sofrer alterações nos próximos dias e semanas.

O novo Resident Evil já está nos cinemas, com direção e roteiro de Zach Cregger e protagonismo de Austin Abrams. O elenco também inclui Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser.

Ainda existem ressalvas envolvendo humor, ritmo e a resolução da história, mas a predominância das avaliações positivas é clara. Para uma franquia cinematográfica que passou anos dividindo opiniões e sendo de forma geral bem ruim nos cinemas, começar uma nova fase com uma aprovação de 96% representa uma mudança considerável na conversa em torno de Resident Evil no cinema.

Agora resta saber se a recepção do público continuará próxima desse nível depois que o filme estiver disponível para uma audiência muito maior e se essa nova abordagem poderá finalmente estabelecer uma identidade cinematográfica capaz de agradar tanto aos fãs dos jogos quanto a quem conhece Resident Evil apenas pelo cinema.


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Matheus Almeida

Role Editor e Realizador "Tarantino"

Contribuindo desde 2025

1045 Posts

Matheus é o nosso especialista em cinema. De séries a filmes, ele escreve sobre tudo relacionado à cultura geek cinematográfica. Mas não para por aí! Não se surprenda se você também encontrar conteúdos sobre games e cultura pop em geral, já que ele adora acompanhar essas tendências também.

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