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Quem lutará pelos jogadores?

Político americano apresentou projeto de lei para defender direitos de propriedade de jogadores

Henrique Inácio WeizenmannHenrique Inácio WeizenmannPublicado em 16 de outubro de 2026Atualizado em 16 de outubro de 2026

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Um dos assuntos mais comentados do ano no mundo dos games foi, sem dúvida, o anúncio da Sony de que está migrando para um futuro totalmente digital até 2028. A repercussão teria sido tão grande que a própria empresa pode estar revendo essa política numa pesquisa interna com os parceiros. Isso sem falar que muitos lugares simplesmente podem ficar sem acesso aos jogos porque a Playstation Network não está disponível.

Do lado dos jogadores, a batalha parece difícil, pois fabricantes de hardware e até mesmo editoras de jogos pressionam pela adoção do formato digital. Nem todas visam a maior fatia da receita, mas os ativistas do movimento Stop Killing Games têm enfrentado várias derrotas.

Agora, o congressista americano Richie Torres está propondo um projeto de lei que visa fortalecer e proteger os compradores de jogos. Sua proposta se chama “Power To The Players Act”, algo como “Lei de Poder aos Jogadores” e visa estabelecer regulamentações voltadas à proteção dos direitos dos consumidores de possuir e jogar os títulos que adquiriram.

E a proposta foca em jogos digitais, que vêm superando os discos físicos como a principal forma de consumo. Ele também foca na questão de jogos removidos das lojas digitais, com o problema que afeta títulos para multijogadores que exigem os servidores online e estes são desligados.

A ideia é reforçar o direito de propriedade, garantindo que, ao pagar por um jogo, os consumidores precisam tenham “o direito de possuir, o direito de jogar e o direito de transferir os jogos que compram”. E ele acrescenta que “um jogo que pode ser retirado assim que uma empresa decide encerrar o suporte não é uma compra; é um aluguel disfarçado de venda”.

Se o projeto for aprovado, a ideia é que os jogadores sejam proprietários dos jogos, em vez de ter apenas licença para jogar. E, consequentemente, títulos que contam com funcionalidades online também deverão oferecer um modo offline antes que seus servidores sejam encerrados permanentemente.

Vale reforçar que, da sua parte, a Xbox adotou uma abordagem diferente, criando um programa de conversão de discos para formato digital. Desta forma, os jogadores ainda, em tese, podem trocar ou vender seus jogos. E isso não significa que a empresa está acabando com a mídia física, mas procurando resgatar jogos antigos.


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Henrique Inácio Weizenmann

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115 Posts

Jornalista, mestre em comunicação. Entusiasta de jogos a ponto de fazer a dissertação de mestrado sobre o assunto.

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