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Jogos parecidos com Resident Evil

Conheça um pouco mais do universo dos Surbival Horror

Matheus AlmeidaMatheus AlmeidaPublicado em 16 de junho de 2026Atualizado em 16 de junho de 2026

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Os jogos de Survival Horror foram iniciados com Alone in the Dark em 1992, porém foi com Resident Evil que esse gênero tomou forma e se tornou o que conhecemos hoje: jogos desafiadores, assustadores e que oferecem uma quantidade extremamente limitada de recursos, fazendo com que cada munição disparada ou cura utilizada seja mais do que um mero item, tornando-se um recurso precioso que pode ou não ser desperdiçado.

Pensando no amor que muitos de nós temos por Resident Evil e para aguentarmos o hype por Resident Evil Code: Veronica, conheça alguns jogos parecidos com a lendária franquia da Capcom.

Dead Space (Remake)

Dead Space (Remake)

Dead Space é uma recriação do clássico de 2008 e representa um dos exemplos mais bem-sucedidos de como modernizar um survival horror sem perder sua identidade. A história acompanha Isaac Clarke, um engenheiro enviado para investigar a gigantesca nave mineradora USG Ishimura após a perda de contato com sua tripulação. Ao chegar ao local, ele encontra corredores tomados por cadáveres, sinais de um colapso psicológico coletivo e criaturas monstruosas conhecidas como Necromorfos.

O que diferencia Dead Space de muitos jogos de terror é a forma como ele utiliza a ambientação para gerar tensão. A Ishimura não é apenas um cenário, mas praticamente um personagem. Cada corredor transmite a sensação de que algo terrível aconteceu ali, e o silêncio muitas vezes é mais assustador do que os próprios monstros.

O remake aprimora praticamente todos os aspectos do original. Os gráficos foram completamente refeitos, a nave passou a ser mais interconectada, novas cenas aprofundam personagens secundários e Isaac agora possui voz própria durante a campanha. O Dead Space original continua sendo uma obra-prima do gênero e merece respeito por sua importância histórica, mas o remake é tão fiel e ao mesmo tempo tão superior tecnicamente que pode ser considerado a versão definitiva da experiência.

The Evil Within 2

The Evil Within 2

The Evil Within 2 é uma sequência que conseguiu superar seu antecessor em quase todos os aspectos. O jogo coloca novamente o jogador no papel do detetive Sebastian Castellanos, que após os eventos traumáticos do primeiro título recebe a chance de resgatar sua filha, supostamente morta, dentro de uma realidade artificial chamada STEM.

A grande força do jogo está na mistura entre terror psicológico e sobrevivência. O mundo muda constantemente diante dos olhos do jogador, apresentando cenários surreais, criaturas perturbadoras e situações que desafiam a lógica. Ao mesmo tempo, existe uma camada emocional muito forte, já que toda a jornada é motivada pela tentativa de um pai de recuperar sua família.

Outro ponto positivo é a liberdade de exploração. Pequenas áreas abertas permitem que o jogador procure recursos, complete missões secundárias e descubra histórias paralelas que enriquecem o universo do jogo. Isso cria uma sensação de imersão rara dentro do gênero.

O primeiro The Evil Within ainda vale a pena por apresentar os personagens e o universo da série, mas é um jogo mais irregular, com problemas de ritmo e narrativa. The Evil Within 2 é mais refinado, mais acessível e geralmente considerado o auge da franquia.

Signalis

Signalis

Signalis é um dos survival horrors independentes mais aclamados dos últimos anos. Apesar de ter sido produzido por uma equipe pequena, o jogo apresenta uma qualidade impressionante tanto em sua narrativa quanto em sua atmosfera.

A trama acompanha Elster, uma androide que desperta em uma instalação aparentemente abandonada enquanto procura uma pessoa importante para ela. A partir daí, a história mergulha em temas como memória, identidade, solidão e perda.

Visualmente, Signalis utiliza uma estética retrô inspirada no primeiro PlayStation, mas isso vai muito além da nostalgia. O estilo artístico é usado para criar uma sensação constante de estranheza e isolamento. Cada ambiente parece carregado de significado, e a narrativa frequentemente deixa espaço para interpretação.

As influências de Resident Evil e Silent Hill são evidentes na estrutura do jogo, que envolve exploração, gerenciamento cuidadoso de recursos e resolução de enigmas. No entanto, Signalis possui personalidade própria e constrói uma identidade única dentro do gênero. É um daqueles jogos que continuam ocupando a mente do jogador muito depois dos créditos finais.

Alone in the Dark (2024)

Alone in the Dark (2024)

Alone in the Dark reimagina uma franquia histórica que ajudou a estabelecer as bases do survival horror moderno. O jogo original de 1992 foi revolucionário para sua época e influenciou diretamente obras que surgiriam anos depois, incluindo Resident Evil.

A nova versão acompanha dois protagonistas jogáveis investigando acontecimentos estranhos em uma mansão psiquiátrica localizada no sul dos Estados Unidos. Conforme a história avança, a realidade começa a se distorcer e elementos de horror psicológico ganham cada vez mais espaço.

O jogo aposta fortemente na narrativa e na construção de atmosfera. Em vez de depender apenas de sustos, ele busca criar uma sensação gradual de desconforto e mistério. A influência das obras de H. P. Lovecraft também é bastante perceptível, especialmente nos temas relacionados ao desconhecido e à fragilidade da mente humana.

Os jogos originais são extremamente importantes para entender a evolução do gênero, mas envelheceram bastante em termos de controles e apresentação visual. O remake não é perfeito, mas funciona muito melhor como porta de entrada para novos jogadores.

Alien: Isolation

Alien: Isolation

Alien: Isolation é uma verdadeira aula sobre construção de tensão. Inspirado diretamente no filme original de Alien, lançado em 1979, o jogo acompanha Amanda Ripley em busca de respostas sobre o desaparecimento de sua mãe.

Grande parte da experiência acontece dentro de uma estação espacial decadente, onde um único Xenomorfo persegue o jogador de forma quase constante. Diferentemente da maioria dos jogos de terror, o objetivo raramente é enfrentar a ameaça principal. Em vez disso, a sobrevivência depende de furtividade, inteligência e improvisação.

O comportamento do Alien é um dos aspectos mais impressionantes do jogo. A criatura não segue rotas pré-programadas rígidas, o que faz com que cada encontro pareça único. Isso gera uma tensão constante, pois o jogador nunca sabe exatamente quando estará seguro.

Mais de uma década após seu lançamento, Alien: Isolation continua sendo considerado uma das experiências de terror mais intensas já produzidas nos videogames.

Fatal Frame II: Crimson Butterfly

Fatal Frame II: Crimson Butterfly

Fatal Frame II: Crimson Butterfly é frequentemente citado entre os jogos mais assustadores da história. A trama acompanha as irmãs Mio e Mayu, que acabam presas em uma vila abandonada envolvida por uma antiga maldição.

O diferencial da série Fatal Frame está em sua mecânica central. Em vez de armas convencionais, o jogador utiliza uma câmera especial capaz de capturar e exorcizar espíritos. Quanto mais próximo o fantasma estiver no momento da fotografia, maior será o dano causado.

Essa simples ideia transforma cada confronto em uma experiência angustiante. Enquanto em outros jogos de terror o instinto natural é fugir do perigo, aqui o jogador é obrigado a encará-lo diretamente.

Além disso, a atmosfera inspirada no folclore japonês cria um terror muito diferente do horror ocidental tradicional. A combinação entre tragédia, sobrenatural e melancolia ajuda a tornar Fatal Frame II uma experiência memorável até hoje.

The Sinking City

The Sinking City

The Sinking City é uma das adaptações mais interessantes do horror cósmico para os videogames. Inspirado nas obras de H. P. Lovecraft, o jogo coloca o jogador no papel de um investigador particular que chega à cidade de Oakmont para descobrir a origem de visões perturbadoras que o atormentam.

Oakmont é uma cidade decadente, parcialmente inundada e marcada por fenômenos inexplicáveis. Conforme a investigação avança, o jogador encontra cultos misteriosos, criaturas monstruosas e segredos capazes de abalar a própria compreensão da realidade.

O sistema de investigação é um dos grandes destaques. Muitas missões exigem reunir pistas, analisar documentos e tirar conclusões por conta própria, criando uma sensação genuína de trabalho investigativo.

Apesar de algumas limitações técnicas, poucos jogos conseguem representar tão bem a sensação de paranoia, insignificância e loucura presentes nas histórias de Lovecraft.

Cold Fear

Cold Fear

Cold Fear é um dos survival horrors mais injustamente esquecidos da geração PlayStation 2. O jogador controla Tom Hansen, um agente da guarda costeira enviado para investigar um navio perdido em meio a uma tempestade no Mar de Bering.

O cenário é um dos mais memoráveis do gênero. O navio balança violentamente devido às ondas gigantes, e isso afeta diretamente a jogabilidade. Caminhar, mirar e combater inimigos se torna muito mais difícil quando o ambiente inteiro está se movendo.

A história envolve experimentos biológicos, criaturas mutantes e conspirações corporativas, elementos familiares para fãs de Resident Evil. Porém, o uso do ambiente marítimo dá ao jogo uma identidade própria.

Lançado poucos meses depois de Resident Evil 4, Cold Fear acabou ofuscado por um dos maiores jogos da história. Ainda assim, continua sendo uma experiência extremamente sólida e uma excelente opção para quem deseja descobrir uma joia esquecida do survival horror.

Dino Crisis

Dino Crisis

Dino Crisis foi criado por Shinji Mikami e é frequentemente chamado de "Resident Evil com dinossauros". A história acompanha a agente Regina em uma missão a uma instalação de pesquisa isolada, onde experimentos científicos deram errado e criaturas pré-históricas passaram a caçar os sobreviventes.

O jogo mantém praticamente todos os elementos que consagraram Resident Evil: exploração de cenários interligados, quebra-cabeças, gerenciamento cuidadoso de recursos e inimigos que representam ameaças reais. A diferença está nos dinossauros, que são rápidos, agressivos e imprevisíveis, criando momentos de tensão constantes.

Apesar de nunca ter recebido um remake, Dino Crisis continua sendo um dos survival horrors mais queridos da era PlayStation. Os gráficos e controles mostram a idade do jogo, mas sua jogabilidade e atmosfera permanecem excelentes. Para muitos fãs, ele é a franquia da Capcom que mais merece voltar nos dias de hoje.

A.I.L.A

A.I.L.A

A.I.L.A. é um jogo de terror em primeira pessoa desenvolvido pelo estúdio brasileiro Pulsatrix Studios, os mesmos criadores de Fobia: St. Dinfna Hotel. A história acompanha Samuel, um testador encarregado de experimentar uma inteligência artificial capaz de criar experiências de horror personalizadas, mas logo a linha entre realidade e simulação começa a desaparecer.

O grande atrativo do jogo é justamente essa variedade de cenários. Cada experiência criada pela IA possui sua própria ambientação e mecânicas, misturando terror psicológico, survival horror e momentos de ação. A atmosfera é pesada, os gráficos impressionam graças ao uso da Unreal Engine 5 e a narrativa brinca constantemente com a dúvida sobre o que é real e o que faz parte dos testes da IA.

Embora não reinvente o gênero, A.I.L.A. foi bem recebido por sua ambientação, criatividade e capacidade de alternar entre diferentes estilos de horror sem perder a identidade. Para quem gosta de jogos como Resident Evil 7, SOMA e experiências mais psicológicas, é uma recomendação bastante interessante.

O que podemos esperar do survival horror no futuro

O survival horror está mais vivo do que nunca. Apesar de não ser um gênero que recebe muitos lançamentos todos os anos, ele continua sendo um dos mais populares entre os jogadores, especialmente após o sucesso de Resident Evil Requiem, que levou a franquia a um novo patamar de popularidade. Enquanto aguardamos os próximos lançamentos do gênero, vale a pena experimentar ou revisitar esses grandes clássicos do terror e da sobrevivência.

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Matheus Almeida

Role Editor e Realizador "Tarantino"

Contribuindo desde 2025

1021 Posts

Matheus é o nosso especialista em cinema. De séries a filmes, ele escreve sobre tudo relacionado à cultura geek cinematográfica. Mas não para por aí! Não se surprenda se você também encontrar conteúdos sobre games e cultura pop em geral, já que ele adora acompanhar essas tendências também.

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